Apesar de haver ainda hoje muitas boas bandas portuguesas, escolho para deixar aqui como proposta nacional para este novo ano, uma música já dos idos anos 80.
E para começar o ano bem-dispostos, aqui fica mais uma proposta pecaminosa.
Forget your court date Lock me away, the world waits Cuffs cut deep to the bones We're trying to sleep, we're trying to sleep I hope these hands, woahh-ohh-ohh Can turn back time I want time to be a game and we're losing this one, But still i'm sane
Yea yeah Yea yeah Yea yeah
You stole tapes and a flashlight On a summer night from my car I found something in a lightening storm With heavy rain and thunder like melted storm, yeah When everything seems to wash away I walk here with just two feet on the ground Ground, ground, ground, ground, ground!
Yea yeah Yea yeah Yea yeah
Lock me up, officer What a mistake i made Yea yeah, take me away I say this to myself Close the door on myself Yea yeah, take me away I found something in a lightening storm With heavy rain and thunder like melted storm, yeah When everything seems to wash away I walk here with just two feet on the ground Ground, no, no, no, no!
Mais um Natal que passou, o Pai Natal continua a ganhar lugar ao menino Jesus na corrida pelo protagonismo do Natal e as grandes marcas e cadeias capitalistas, na calada, ficam com os louros. Numa tentativa de reaproximar as pessoas do real espírito natalício, expurgando a tendência consumista e frívola que ao longo das últimas décadas tem assoberbado a época, houve quem optasse por colocar nas varandas, não o Nicolau adulterado, símbolo da escalada capitalista, mas sim uns panos - dos quais me escapa agora o nome - com a figura do menino nas palhas deitado. Reacendendo assim velhos hábitos que infelizmente cada vez mais se perdem, largando assim ao mesmo ostracismo que o poder central nos votou, as nossas próprias tradições e marcas únicas da nossa identidade.
Apesar de não ser católico, cresci no seio de uma família que me educou dentro desses parâmetros e o meu jovem quarto de século de idade, não me impediu de conhecer uma tradição natalícia que se revestia de valores morais e sociais em os quais paz e amor, não eram meras palavras vãs saídas da boca de qualquer candidata a "miss". Nada tenho contra o Pai Natal, mas a sua escalada na batalha contra o menino Jesus, pelo domínio da entrega dos presentes, trouxe uma alteração de valores ao invés de uma mera mudança da figura dadora dos presentes.
Honestamente, não acredito no Natal mais do que acredito na Páscoa ou em qualquer outra festividade religiosa. Não vejo aliás no Natal, mais do que vejo na Páscoa e mesmo no Carnaval, cedências do Vaticano e seus chefes, para manterem o povo feliz nas suas festividades pagãs, não questionando a usurpação de um certo deus às suas restantes crenças e modo de vida.
Não quero, é claro, com isto significar que não gosto do Natal, ou qualquer outra das festividades cujo sentido cada vez mais se perde ao longo dos anos. Antes pelo contrário, como qualquer estudante adoro as férias e é isso que me interessa. As férias.
E assim, chegando ao cerne da questão, O Pecado gostava apenas de desejar um bom novo ano e um excelente final de década, principalmente para aqueles que a vão celebrar a dobrar e aqueles a quem uma operação matemática tão simples faz espécie. Espero que tenham tido, ou estejam tendo, umas boas férias. E não esquecendo que amanhã é dia de Reis, O Pecado ainda não recebeu "A Minha Agenda".
Amas-me, perguntou ela no seu jeito apaixonado de rapariga que precisa ouvir o que já sabe, pelos gestos movidos no calor dos sentimentos. Era capaz de matar por ti, anuiu ele no seu jeito atabalhoado de rapaz, sem calor para essas pieguices do coração. A sério, continuou ela questionando no seu jeito de rapariga que, tudo tornam num interrogatório. Se não fosse sério porque havia de dizê-lo, perguntou ele, respondendo à questão que achava despropositada pelo óbvio real valor das suas palavras. Mostra-me quão a sério falas, disse ela naquela que era no diálogo a sua primeira frase declarativa e se revestia de jeitos imperativos. Ele amava-a, tudo faria por ela, era até capaz de matar, fosse isso preciso para mostrar-lhe que o sentia e ela pedia-lhe que o mostrasse. A ele que a amava. Então, beijando-a apaixonada, longa e docemente, apertou-lhe o pescoço com ambas as mãos até a sua face incarnar na apneia os tons diversos do arco-íris e o seu corpo tombar inanimado à prova dada de amor.
aqui fica outra pequena pérola destes brilhantes exercícios da língua portuguesa.
"tem de haver mais trocas estrategicas enter nos é persiso te toda gente tenha as CM bem evoluidas de modo a que posam ter a produção no maximo para continuar a evoluir e que ganhem ouro para a manuteção e ciração de poderosos exersitos e marinha . resomindo mais produção mais trocas enter nos e aliados CM mais evoluirdas para tem mais ouro"
Uma pequena nota, apenas estejam curiosos, CM é câmara municipal.
Há cousas que honestamente me irritam, uma delas é o homicídio impiedoso da língua de Camões (se bem que a evolução da língua a transformou já bastante, desde o seu tempo) que os seus falantes praticam impiedosa e impunemente. É claro que não há-de haver ninguém em toda a comunidade de expressão portuguesa que nunca tenha e não volte a dar erros na sua expressão, quer oral, quer escrita. Nem isso se pode exigir a ninguém, quer em português, quer em qualquer outra língua.
É natural que se dêem erros, assim como é natural que se corrijam e se aprenda com eles. Mas não foi para enunciar lugares-comuns que comecei esta "posta", não, esta posta deve-se como já o referi ao homicídio desmesurado desta nossa bela e rica língua.
Muito resumidamente, jogo um desses jogos "online" cujo objectivo é gerir a nossa cidade e colonizar diversas outras e onde podemos, ou não, guerrear com outros jogadores. E ainda podemos formar alianças, as quais nos fornecem cooperações e entreajudas a nível militar, comercial e outras.
Isto para dizer que há troca de mensagens entre os jogadores aliados e como é óbvio, tratando-se de um jogo na Internet e onde o pessoal vai para se divertir, é claro que ninguém está atento a pormenores como a acentuação, usam-se abreviaturas e trocam-se "ch" por "x" etc. Como uma vez me disseram, depois de eu criticar a mensagem de um jogador cuja informação era ininteligível, pela falta de coerência, coesão e clarividência do texto. Passando pela falta de acentuação e pontuação, palavras (horrendamente) mal escritas e ainda frases mal construídas.
Aquela não fora a primeira, nem foi a última de tal tipo de mensagens "subliminares". E honestamente, precisei de um grande jogo de rins para descodificar a mensagem do meu colega de aliança e perceber qual a sua intenção e tal foi o asco que aquele atentado à minha pátria língua mãe me causou que, não resisti e enviei uma mensagem de resposta, pedindo que houvesse por parte dos jogadores, uma maior atenção e cuidado com as mensagens, pois somos mais de uma centena que têm de ler o que outrem escreveu e se este não for claro na sua explicação, ninguém o perceberia.
As reacções foram por maioria adversas ao que esperava, pois lá está, responderam-me que deveria ter em atenção que se tratava da Internet e que na Internet é assim que se fala, pois o pessoal está ali para se divertir, não para ter cuidado com o que escreve. O "lesado" respondeu inclusive que a sua mensagem era por demais compreensível, clara e objectiva. Infelizmente uma vez mais com um português que não era mais que novo atentado e ainda rematou com um espero que assim aches melhor a minha escrita. Neste momento lamento imenso não ter as mensagens em questão, depois do choque, haviam de proporcionar imensas gargalhadas.
Mas tenho uma outra mensagem por acaso do mesmo indivíduo e se depois disto ainda houver quem ache que é normal escrever assim. Então aí sim admito, o problema é meu.
"Quero informa os meus companheiros da aliança que estava inativo estes 4 dias. Pois não tinha internet não tinha acesso a internet pois o provedor da lanhouse estava em manutenção... E não vou estar agora muito presente não estarei em modo de ferias não chegara a isso mais no momento estari ausentes por alguns alguns dias por exemplo um dia sim outro não por ai por enquanto pessoal estarei de olho de vez em quanto. certo estarei enviar 50 mil de enxofre ao meu amigo Newbah que estar precisando sei que já mandaram para ele mais se ele ainda quizer poderei mandar e só me enviar uma mensagem assim que eu ver a mensangem estarei a enviar. fica aqui as minhas desculpas... e espero que todos ai estejám bem por causa do ocorrido ai 6.0 cismo..."
Deixo em sua defesa, a indicação de que esta em relação àquela que me fez "saltar a tampa", é uma mensagem de imenso cuidado com o conteúdo da parte do jogador.
Há coisa de seis, nove meses, quando ainda nem o meu computador (pelo qual após muitas e frustrantes resoluções nada solucionáveis, ainda espero), nem o leitor de mp3 (primeiro um, depois outro...) tinham avariado, ouvia intensa e freneticamente quer num quer noutro Linda Martini. Não vou deixar aqui um testamento com a biografia da banda, para isso podem consultar aqui o myspace, aqui um artigo da Wikipédia e aqui o fórum.
E quando digo que ouvia frenética e intensamente, refiro-me mais ao estado de euforia em que a audição do álbum "Olhos de Mongol" me deixava que, propriamente por ouvir constante e incessantemente, o que é claro chegou a acontecer. Aliás, a minha fixação pela banda era tal que, assim que soube que vinham a Aveiro à "Semana Académica", devo ter ficado três vezes tolo e terei feito mil e um planos para esse dia. Contudo, quanto mais a data se aproximava, mais as contas de casa urgiam e menos o dinheiro se mantinha na carteira. Chegado o dia do concerto, não tive outro remédio senão ficar em casa, pois nem com o desconto de estudante me chegava o dinheiro para pagar o bilhete.
No dia seguinte ouvia amigos perguntarem-me se tinha, ou porque não tinha ido, ouvia relatos de um grande concerto e ainda comentários de quem não conhecia a banda afirmar que a banda era de facto muito boa. Eu tinha ficado em casa e havia de ficar quase toda a "Semana Académica", excepção do dia de "Noidz" em que, por sorte me saldaram uma dívida, permitindo-me assim ver outra das bandas em que andava grudado no momento. Contudo, perdi Linda Martini, mais tarde o computador e depois ainda o leitor de mp3. E na minha memória ficaram retumbando apenas as lembranças de músicas que adorava e me extasiavam.
Hoje lembrei-me de partilhar Linda Martini com os leitores, fica assim o vídeo da música "Amor Combate", mais uma prova da excelência da produção nacional, remetida pelo nobre povo ao esquecimento e ao pó das prateleiras:
P.S.: Não resisti e aqui fica outro dos maravilhosos aljôfares de "Olhos de Mongol", "Partir para ficar":
Metaforicamente falando é claro, mas o final desta música mata-me.